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Mignone fez trilha sonora para o cinema de Alberto Cavalcanti

19/07/2018

 


O compositor carioca Francisco Paulo Mignone (morto em 1986) compôs a trilha sonora de dois clássicos do cinema brasileiro dirigidos por Alberto Cavalcanti. Caiçara, de 1950, e Menina Moça, de 1951, são os nomes das produções cinematográficas. Ele recebeu ainda, em 1959, o Prêmio Saci de melhor composição por outro longa-metragem: Céu da Bahia, de 1957, de Ernesto Remani.

 

Vale ressaltar a importância de Cavalcanti para o cinema mundial, já que é considerado um diretor "fundamental" em países da Europa.


Histórico

 

Compositor, pianista, regente, professor, flautista, Francisco Paulo Mignone iniciou os estudos musicais com o pai, o imigrante italiano Alfério Mignone, professor de flauta do Conservatório Dramático e Musical de São Paulo (CDMSP). Com cerca de 10 anos, começou a estudar piano com Silvio Motto. Aos 13, passa a atuar como flautista e pianista condutor em orquestras de cinema. Também integra grupos de choro e compõe canções populares, assinando como Chico Bororó, pseudônimo que abandona após 1914.

 

Ingressou no CDMSP em 1912. Em 1918, apresenta suas primeiras obras sinfônicas, cujo êxito lhe rende a bolsa de estudos com a qual parte em 1920 para a Europa, onde permanece por nove anos. No exterior estudou com Vicenzo Ferroni, que apresentou técnicas de composição francesas e a tradição operística. 

 

Em 1921 compõe a ópera em três atos O Contratador de Diamantes. Sua estreia no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1924 é bem recebida pelo público e pela crítica, especialmente a cena que mostra uma congada. Seguiu compondo e retorna a São Paulo em 1929, quando se torna professor no CDMSP e se aproxima das propostas do movimento modernista e se torna amigo de Mário de Andrade, que havia sido seu colega de conservatório.

 

De volta ao Rio de Janeiro, passa a lecionar no Instituto Nacional de Música, onde forma diversos músicos e compositores, entre eles Roberto Duarte. Foi ainda diretor do Teatro Municipal do Rio de Janeiro e presidente da Academia Brasileira de Música.

 

Desenvolveu parceria frutífera com a esposa e pianista paraense Maria Josephina, com quem fez duo sobre a obra de Ernesto Nazareth, lançado em 1978. Seguiu sua carreira até morrer no ano de 1986.


 

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